Leões africanos e araras foram apreendidos em Celaya por falta de licenças.

Última atualização: Março 3 2026
  • Dois leões africanos e duas araras resgatados de uma propriedade em Celaya.
  • Operação coordenada entre FSPE, Sedena, Guarda Nacional e Profepa no âmbito da estratégia CONFIA.
  • Os proprietários não comprovaram a legalidade da propriedade nem as condições adequadas de armazenamento.
  • A espécie, classificada como exótica e protegida, tem um valor estimado superior a 420 pesos.

Leões africanos e araras em Celaya

Na comunidade de Arboleda de San Rafael, no município de Celaya (Guanajuato), autoridades estaduais e federais realizaram a Apreensão de dois leões africanos e duas araras. Os animais estavam sendo mantidos em cativeiro em uma propriedade privada. Os espécimes, considerados animais selvagens exóticos e protegidos, estavam em gaiolas localizadas em uma área residencial.

A operação, realizada no âmbito da estratégia de inteligência anticrime da CONFIA, permitiu Resgatar uma leoa africana de oito anos, um leão africano de seis anos e duas araras de 13 anos., do sexo masculino e feminino, cuja posse não pôde ser comprovada legalmente pelas pessoas que os tinham sob seus cuidados.

Operação em Arboleda de San Rafael e descoberta da espécie

A intervenção teve origem durante patrulhas preventivas da Unidade Canina K9 Agentes da Força de Segurança Pública do Estado (FSPE) estavam patrulhando a comunidade de Arboleda de San Rafael como parte da vigilância de rotina. Durante a patrulha, eles notaram uma propriedade onde havia animais de grande porte e pássaros de cores vibrantes.

Após uma inspeção visual inicial, agentes estaduais confirmaram a presença das seguintes pessoas na propriedade: dois felinos grandes e duas araras, classificadas como espécimes de fauna exótica. Diante dessa situação, a Procuradoria Federal de Proteção Ambiental (Profepa), autoridade ambiental competente, foi imediatamente notificada.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Segurança e da Paz, Os animais estavam confinados em gaiolas cercadas com tela de arame., em condições típicas de cativeiro, em um ambiente residencial que não atende aos padrões de um centro especializado em manejo de vida selvagem.

Foi confirmado no local que era uma leoa africana de oito anos, um leão africano de seis anosE duas araras verdes de 13 anos, machos e fêmeas, o que indica que são animais que estão em cativeiro há vários anos, com necessidades específicas de espaço, alimentação e cuidados veterinários.

operação com leões africanos e araras

Participação das forças estaduais e federais no âmbito da estratégia CONFIA

Os animais foram resgatados graças a um Operação conjunta coordenada pela estratégia CONFIA (Nova Força de Inteligência Anticrime), na qual participaram a Secretaria de Defesa Nacional (Sedena), a Guarda Nacional, a Profepa e as Forças de Segurança Pública do Estado.

As autoridades explicaram que, assim que a possível presença de fauna exótica foi detectada na propriedade, Um mecanismo interinstitucional foi ativado. para garantir que a intervenção fosse realizada com segurança, tanto para a equipe quanto para os animais, e respeitando as normas ambientais em todos os momentos.

O Secretário de Segurança e Paz do Governo de Guanajuato reconheceu publicamente o trabalho técnico da Profepa como autoridade responsável por verificar o cumprimento da legislação ambiental, bem como por coordenar com as forças armadas e as forças de segurança pública que tornaram a operação possível.

O próprio Secretariado enfatizou que A estratégia da CONFIA não se limita a crimes de grande impacto.mas também busca preservar a ordem, a segurança dos cidadãos e o patrimônio natural, abordando casos em que a vida selvagem é encontrada em condições irregulares ou de risco em áreas urbanas ou semiurbanas.

Falta de documentos e de um quadro legal sobre a vida selvagem.

Durante a inspeção administrativa realizada pela Profepa, os responsáveis ​​pelo imóvel foram solicitados a... Documentação que comprove a origem legal dos dois leões africanos e das duas araras, bem como das licenças necessárias para sua posse.

Como não conseguiram apresentar registros ou autorizações válidas, a autoridade ambiental determinou que obtenção formal das quatro cópiasEsta ação inicia os procedimentos legais correspondentes perante a autoridade federal competente. A ação baseia-se nas disposições da Lei Geral da Vida Selvagem, que regulamenta a posse dessas espécies.

Esta lei estabelece que posse de animais selvagens exóticos ou ameaçados de extinção Isso exige não apenas licenças e certificados de origem, mas também o cumprimento de condições específicas para seu manuseio, proteção e bem-estar, algo que dificilmente é garantido em uma fazenda privada localizada em uma comunidade residencial.

O Ministério da Segurança e da Paz reiterou que, além do processo administrativo, esses animais precisam de instalações e cuidados adequados... equipe especializada e protocolos de segurança para prevenir incidentes que possam afetar tanto os vizinhos quanto os próprios espécimes.

Fauna exótica: leões e araras

Valor econômico, bem-estar animal e riscos para a comunidade.

As autoridades estimaram que valor comercial dos dois leões africanos e das duas araras O valor ultrapassa 420.000 mil pesos mexicanos. No entanto, eles insistiram que o aspecto econômico é secundário em relação às implicações legais e ao impacto no bem-estar animal.

Foi enfatizado que manter gatos de grande porte em áreas residenciais Isso representa um risco potencial para as pessoas na área, pois esses espécimes retêm instintos específicos de sua espécie e exigem medidas de segurança muito rigorosas, que são impossíveis de garantir em instalações improvisadas ou não certificadas.

No caso das araras, além do seu valor no comércio ilegal de animais selvagensA preocupação centra-se em O estresse e seus potenciais efeitos na sua saúdepor permanecerem durante anos em pequenos recintos e longe das condições ambientais às quais estão adaptados, bem como pelo risco de tráfico e reprodução descontrolada.

O Secretário de Estado da Segurança enfatizou nas redes sociais que a prioridade das instituições é para prevenir riscos à população e, ao mesmo tempo, reforçar o respeito pelas normas ambientais. A intervenção em Celaya faz parte de um esforço mais amplo para coibir a posse ilegal de animais selvagens, que muitas vezes está ligada a outras atividades ilícitas.

Um apelo ao público e o papel do jornalismo

Após a operação, as autoridades reiteraram seu apelo ao público para Denuncie anonimamente Qualquer caso em que se suspeite da presença de animais selvagens exóticos ou protegidos em residências, empresas ou instalações que não possuam a autorização necessária.

Foi observado que existem canais como o número 089 e outros canais oficiais para Denuncie situações que possam constituir um crime. ou representam um risco para a comunidade. A colaboração dos cidadãos é considerada fundamental para detectar propriedades onde animais são mantidos em cativeiro sem controle ou supervisão.

Nessas situações, a intervenção precoce permite que Os espécimes são resgatados e canalizados. para espaços especializados onde possam receber cuidados adequados, bem como para avançar nas investigações a fim de determinar as responsabilidades daqueles que os mantiveram irregularmente.

O caso de Leões africanos e araras em Celaya Isso destaca a importância de não normalizar a presença de animais exóticos em ambientes domésticos e reforça a mensagem de que sua posse está sujeita a controles rigorosos, tanto para a segurança pública quanto para a proteção animal.

A ação coordenada das forças de segurança e da Profepa em Celaya demonstra como, a partir de uma patrulha de rotina, é possível alcançar desmantelar situações de risco associadas à posse de animais selvagens.Resgatar animais de alto valor ecológico e lembrar que a lei estabelece limites claros quando se trata de manter espécies exóticas fora de seu habitat natural.

Operação Barganha: Animais Ameaçados de Extinção em Segurança
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